O que é teoria do apego e como afeta seus relacionamentos
- Maisa Bilenki

- há 4 dias
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Atualizado: há 2 dias
Você já se perguntou por que algumas pessoas se conectam facilmente com os outros, enquanto outras parecem sempre se afastar ou desconfiar? Isso está diretamente ligado à teoria do apego, um conceito da psicologia que explica como nossos primeiros relacionamentos moldam a forma como nos relacionamos na vida adulta.
Neste texto, você vai entender o que é a teoria do apego, quais são os tipos mais comuns e como eles influenciam seus relacionamentos amorosos, familiares e de amizade.
O que é a teoria do apego?
A teoria do apego foi desenvolvida pelo psiquiatra e psicólogo britânico John Bowlby. Ele estudou como os bebês se conectam com seus cuidadores e descobriu que essas primeiras ligações têm impacto direto nos relacionamentos que cada pessoa cria ao longo da vida.
Em resumo: a forma como você se sentiu seguro ou inseguro quando criança influencia como você confia, se aproxima e se comunica com as pessoas hoje.
Tipos de apego
Bowlby descreveu inicialmente três tipos de apego: seguro, ansioso e evitativo. Posteriormente, a psicóloga Mary Ainsworth expandiu o modelo e incluiu um quarto padrão: o apego desorganizado.
Apego seguro
Pessoas com apego seguro costumam se sentir confortáveis com intimidade e conseguem equilibrar proximidade e independência.
Exemplo na infância: uma criança brinca alegremente no parque, olha de vez em quando para a mãe para garantir que ela está lá e, se a mãe sai por alguns minutos, a criança fica chateada, mas se acalma rapidamente e a recebe com alegria quando ela volta.
Exemplo na vida adulta: uma pessoa em um relacionamento que confia no parceiro, não tem medo de intimidade, comunica bem suas emoções e se sente confortável tanto estando junto quanto tendo seu próprio espaço.
Apego ansioso
Quem apresenta apego ansioso tende a se preocupar excessivamente se o outro gosta dela, busca confirmação constante e tem medo de abandono.
Exemplo na infância: um bebê que chora intensamente quando a mãe sai da sala e, quando ela volta, alterna entre querer colo e empurrá-la, demonstrando raiva pela ausência anterior.
Exemplo na vida adulta: alguém que envia muitas mensagens ao parceiro e, se ele demora a responder, entra em ansiedade, interpretando o silêncio como um possível sinal de rejeição ou abandono.
Apego evitativo
Pessoas com apego evitativo valorizam muito a independência e podem evitar intimidade emocional.
Exemplo na infância: a criança brinca sozinha e não demonstra angústia quando o cuidador sai da sala. Ao retornar, ela ignora ou evita o cuidador e continua focada nos brinquedos.
Exemplo na vida adulta: uma pessoa que se sente sufocada quando o relacionamento fica mais sério. Para preservar sua sensação de autonomia, evita conversas emocionais profundas e pode preferir relações mais superficiais.
Apego desorganizado
O apego desorganizado mistura características do apego ansioso e evitativo. Ele costuma aparecer quando as experiências de cuidado foram inconsistentes ou assustadoras.
Exemplo na infância: a criança age de forma contraditória ao reencontrar o cuidador: corre até ele, mas para no meio do caminho ou se aproxima de costas, demonstrando medo e confusão.
Exemplo na vida adulta: uma pessoa que deseja muito ter um relacionamento, mas quando a relação começa a se tornar íntima, sente medo e pode sabotar a própria relação, alternando entre aproximação intensa e afastamento repentino.
Como o apego afeta seus relacionamentos
Os tipos de apego influenciam diretamente a forma como lidamos com proximidade, confiança e conflitos.

Embora a teoria do apego afirme que os padrões de apego que começam na infância tendem a seguir pela vida, eles não são necessariamente permanentes. Experiências ao longo da vida, como amizades seguras, relacionamentos estáveis ou acompanhamento psicológico, podem ajudar uma pessoa a desenvolver um estilo de apego mais saudável.
O primeiro passo é reconhecer seus próprios padrões de relacionamento e das pessoas próximas a você. A partir daí, torna-se mais fácil compreender reações emocionais, melhorar a comunicação e construir vínculos mais seguros.
Vamos juntas!
RESUMO SOBRE TEORIA DO APEGO ✨
O que é teoria do apego?
A teoria do apego é um conceito da psicologia criado por John Bowlby que explica como as primeiras relações entre crianças e cuidadores influenciam a forma como as pessoas se relacionam ao longo da vida.
Quais são os tipos de apego?
Os principais tipos de apego são:
apego seguro
apego ansioso
apego evitativo
apego desorganizado
Esses padrões foram estudados inicialmente por John Bowlby e posteriormente aprofundados pela psicóloga Mary Ainsworth.
O apego pode mudar ao longo da vida?
Sim. Embora os padrões de apego se formem na infância, eles podem mudar ao longo da vida por meio de experiências afetivas seguras, relacionamentos estáveis e acompanhamento psicológico.







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